Sequelas na Dentição Permanente Após Lesão Dentária Traumática na Dentição Primária - Um Estudo de Corte Retrospectivo - Academia da Odontologia
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Traumas nos dentes decíduos: Pequenos acidentes, grandes consequências!

O que diz a ciência sobre traumas na dentição primária?

Um estudo retrospectivo analisou 206 pacientes, totalizando 360 dentes permanentes potencialmente danificados (PDPT) em comparação com 1057 dentes permanentes normais. O objetivo foi compreender as sequelas dentárias em sucessores permanentes de acordo com a idade da criança no momento do trauma e o tipo de lesão de luxação envolvida.

Os achados foram os seguintes:

  • Hipoplasia e malformações foram mais frequentes em crianças entre 0 e 2 anos, associadas à luxação lateral, intrusão e avulsão.
  • Opacidades demarcadas e difusas ocorreram em todas as faixas etárias e estavam relacionadas a subluxação, extrusão, luxação lateral, intrusão e avulsão.
  • O risco de desenvolvimento de sequelas nos dentes permanentes foi sete vezes maior nos grupos de trauma do que nos grupos controle.

Dessa forma, o estudo reforça que quanto mais jovem a cria

Criança ativa é sinônimo de tombos e batidas, certo? Mas quando isso envolve os dentinhos de leite, o impacto pode ir muito além do que imaginamos. Traumas na dentição decídua podem afetar diretamente os dentes permanentes, causando manchas, malformações e até problemas na erupção.

Por que o acompanhamento odontológico é essencial?

🔎 As sequelas não aparecem na hora! Muitas vezes, os danos aos dentes permanentes só se manifestam meses ou anos depois do trauma. Um acompanhamento odontológico contínuo permite identificar alterações precocemente e agir antes que o problema se agrave.

🦷 Dentes de leite guiam a dentição permanente! Se um dente decíduo sofre um trauma e não recebe o devido monitoramento, a estrutura dos dentes permanentes pode ser comprometida, levando a tratamentos mais complexos no futuro.

👩‍⚕️ Cada caso é único! Nem todo trauma vai causar danos, mas é impossível prever sem uma avaliação profissional detalhada. Exames clínicos e radiográficos são indispensáveis para entender a gravidade do impacto e definir o melhor plano de ação.

E você, como tem lidado com traumas dentários em seus pacientes?

Atenção imediata: Cada trauma deve ser avaliado com cautela, mesmo que o dente pareça “intacto” visualmente.
Acompanhamento prolongado: O ideal é monitorar esses pequenos pacientes por meses ou até anos, dependendo da gravidade da lesão.
Orientação aos pais: Explicar a importância do acompanhamento evita que sinais tardios passem despercebidos e permite um tratamento precoce.

Garanta sorrisos saudáveis no futuro!

🧐 Você costuma alertar os pais sobre as possíveis consequências dos traumas dentários?
📅 Com que frequência você monitora pacientes que sofreram esses acidentes?

Se você é odontopediatra ou clínico, esteja sempre atualizado sobre o manejo de traumas dentários. Isso faz toda a diferença na saúde bucal infantil!

💬 Quer saber mais sobre o impacto dos traumas na dentição decídua? Vamos trocar conhecimentos! Compartilhe este conteúdo e fortaleça sua prática clínica.

Confira na íntegra o Artigo que saiu esse mês de Março:

Anne-Marie Folmer Anne-Marie Folmer , Eva Lauridsen Eva Lauridsen , Josephine Solgaard Henriksen Josephine Solgaard Henriksen , Nuno Vibe Hermann Nuno Vibe Hermann 

First published: 04 March 2025 https://doi.org/10.1111/ipd.13301

Publicado pela primeira vez: 04 de março de 2025, https://doi.org/10.1111/ipd.13301, e este artigo está ABERTO para  DOWNLOAD.

DOWNLOAD: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/epdf/10.1111/ipd.13301

“O International Journal of Paediatric Dentistry promove o mais alto padrão de educação, prática e pesquisa em odontopediatria. Com um escopo global e inclusão de artigos sobre todos os aspectos da odontologia em crianças, incluindo crescimento e desenvolvimento, gerenciamento de comportamento, diagnóstico, prevenção, tratamento restaurador e questões relacionadas a crianças clinicamente comprometidas ou com deficiência. Publicam bimestralmente em cooperação com a Associação Internacional de Odontopediatria e a Sociedade Britânica de Odontopediatria.” Faça parte deste time. 

http://iapdworld.org

Bons estudos!

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Carla Pereira

Graduada em Odontologia pela UFSC em 2009
Especialista em Odontopediatria - PUC/PR, 2011
Habilitação em Sedação Consciente com Óxido Nitroso, 2011
Mestre em Odontologia / Área de Concentração Odontopediatria - UFSC/SC, 2015
Clínica Privada em Curitiba/PR desde 2009.
Presidente da ABOPED, Regional Santa Catarina 2017/2019.
Professora e Coordenadora do Curso de Especialização e Atualização em Odontopediatria desde 2015
IAPD Membro do board 2019/21, 2021/23, 2023/25 - Membership Committee
Idealizadora da CAIXA GUIA - Odontopediatria, 2015
Clinical Adviser NuSmile no Brasil, desde 2019
Co-Fundadora e Diretora Acadêmica da Academia da Odontologia, 2020
Professora e Coordenadora do Curso de Especialização e Atualização em Odontopediatria - Caxias do Sul/RS desde 2022
Idealizadora do Estabilize, 2023
Fundadora, Membro e Secretária Financeira da SOBRASO

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